Dia 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Cientifico

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Publicado: Quarta, 08 de Julho de 2020, 13h23

No dia 8 de julho é comemorado o Dia Nacional da Ciência e o Dia Nacional do Pesquisador Cientifico. Sendo o Dia da Ciência sancionado em 2001, pela lei nº 10.221 e o Dia do Pesquisador Cientifico em 2008, pela lei nº 11.807. A data é importante para dar visibilidade às produções cientificas do país e ainda divulgar esse conhecimento para a sociedade em geral.

A importância da comemoração desse dia se dá pela importância da Ciência em si, que é ampla e fundamental para o entendimento dos fenômenos que acontecem ao nosso redor. A ciência é a fonte de conhecimento para todas as questões pensadas diante do mundo e as respostas resultam em melhorias e evoluções.

Para o Prof. Dr. Anderson Nogueira Mendes, a ciência segue com o mesmo foco desde o momento que o homem “descobriu” o fogo. “A ciência tem fundamental importância para a evolução do ser humano seja no seu aspecto social-psicológico, na saúde com o desenvolvimento de técnicas ou produtos que possam melhorar a saúde do ser humano diminuindo a morbidade, melhorando a qualidade de vida e prolongando a vida, e sobre aspectos tecnológicos diversos quando pensamos nas tecnologias que nos cercam”, destaca.    

Prof_Dr_Anderson_Mendes_DBFIS-UFPI20180306181330.jpgProf. Dr. Anderson Nogueira Mendes

A história da Ciência não teve início em 8 de julho de 2001, diversos conhecimentos e descobertas já ocorreram no mundo bem antes da data ser instaurada. Grandes problemas na história do mundo foram solucionados pelo desenvolvimento da ciência. Por exemplo, a invenção da máquina que deu origem aos computadores de hoje feita pelo matemático Alan Turing durante a Segunda Guerra Mundial que diminuiu o período da guerra e salvou milhões de vidas.

Nesses 19 anos de comemoração, a ciência de fato teve vários avanços significativos. Como na área da tecnologia da informação com a evolução da banda larga, computadores, telefones celulares, televisores e todas essas tecnologias que utilizamos no nosso dia a dia. Ou ainda na área da saúde com os aparelhos portáteis para detecção ou analise de substancias; a produção de fármacos de última geração para controle de diferentes doenças, como novas vacinas; substancias novas sintetizadas ou isoladas e utilização da nanotecnologia para construção de sistemas que podem atuar diagnosticando ou muitas vezes servidos como um quimioterápico para uma doença.

“Esses conceitos já existiam no século passado, mas evoluíram nesses últimos anos conforme o avanço do conhecimento científico. Creio ser difícil destacar somente uma questão pontual, mas talvez a que esteja mais evidente a população em geral seja o avanço da internet e dos sistemas que se conectam a ela”, ressalta o Prof. Dr. Anderson Mendes.

Nesses momentos de calamidade, de pandemia, a única saída segura para todos é a ciência. A busca da vacina hoje ilustra muito bem a importância da ciência. Mas não só da vacina, podemos citar também a produção de medicamentos para tratar a doença, os avanços da medicina e também das ciências humanas e sociais que propõe soluções comportamentais que devemos seguir para enfrentar a pandemia.

A ciência na UFPI

A Universidade Federal do Piauí tem crescido de forma excepcional em qualidade e quantidade de produções científicas. Isso pode ser percebido pela quantidade de programas de pós-graduação que surgiram nos últimos anos e ainda na melhoria dos seus indicadores internos, onde muitos já possuem curso não só de mestrado, mas também de doutorado.

No entanto o problema do investimento em ciência enfrentado pelo país também reflete no espaço da universidade, pois apesar do crescimento, também fica evidenciado a necessidade de melhores condições para manutenção e evolução dos trabalhos científicos. “Temos cabeças pensantes que são elogiadas internacionalmente, mas em paralelo ainda há pouco investimento em pesquisa básica e aplicada no Estado do Piauí como um todo”, pontua o Prof. Dr. Anderson.

Hoje a UFPI possui cerca de 1200 Doutores, dos quais cerca de 400 participam dos Programas de Pós-Graduação stricto Sensu, nos níveis de mestrado e doutorado. Esses pesquisadores produzem desde ciência básica, até ciências aplicadas, humanas e da vida. “A produção e o número de publicações tem crescido bastante, mas não só isso, também temos melhorado a qualidade da nossa produção e isso que é mais importante. Porque os órgãos de avaliação não olham mais para a quantidade e sim para a qualidade”, destaca o Prof. Dr. João Xavier da Cruz Neto, Pró-Reitor de Pesquisa da UFPI.          

FOTO_JOAO_XAVIER_03_11_2017.jpegProf. Dr. João Xavier da Cruz Neto, Pró-Reitor de Pesquisa da UFPI

Ao longo dos anos a UFPI desenvolveu programas institucionais que caminham para fortalecer a qualidade da produção acadêmica. Como O programa de Bolsa de Produtividade em Pesquisa (PQ UFPI) que concede bolsas de produtividade em pesquisa para professores e pesquisadores que obtiveram mérito comprovado na proposta apresentada no edital de Bolsa de Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), porém, não contemplados; ou ainda o edital próprio lançado pela Universidade para o momento de enfrentamento a covid, que demostra compromisso com a pesquisa.

“A Universidade ainda tem um programa de incentivo à produção intelectual que premia quem produz nos estratos mais qualificados da CAPES, além do programa de visita curta ao exterior. Ou seja, estamos incentivando a qualidade da produção, aumentando o número de bolsistas de produtividade no CNPq e favorecendo a internacionalização”, afirma o Prof. Dr. João Xavier da Cruz Neto. Além do mais, o Programa de Bolsas de Iniciação Científica Graduação UFPI é a base de tudo. É onde começa a iniciação cientifica.

Recentemente a Profa. Dra. Solange Teixeira do Departamento de Serviço Social foi eleita como membra do Comitê de Assessoramento (CAs) do CNPq. “Destaco Solange Teixeira primeiro para parabenizar todas as mulheres que fazem ciência no Brasil, pelas dificuldades que sabemos que elas enfrentam e também ela vir do Programa de Bolsa de Produtividade da UFPI. Em nome da Professora Solange Teixeira quero felicitar a todos por esse dia”, conclui o Prof. Dr. Prof. Dr. João Xavier da Cruz Neto.

Os desafios de ser um pesquisador cientifico

A grande dificuldade para os pesquisadores científicos hoje é a falta de investimento financeiro. A Universidade está em fase de consolidação na área da pesquisa, tendo em vista o grande aumento nos números de programas que desenvolvem pesquisadores. “O que nos falta é compreensão das politicas de governo e políticas de estado para que abra editais para que as universidades possam participar”, coloca o Prof. Dr. João Xavier da Cruz Neto

Mas apesar dos desafios os pesquisadores científicos não param. “Seguimos fortes, planejando e contribuindo com novas informações para ciência. Porque a ciência só existe porque há um cientista pensando, elaborando hipóteses, testando e chegando a conclusões. Logo se não existisse o cientista sequer teríamos a luz de nossas casas. Se temos a evolução nas áreas de humanas, exatas, biológicas e saúde é porque temos pesquisadores que se dedicam a pensar, criar, planejar e executar ideias que possam se tornar algo que impactam o mundo.” Finaliza o Prof. Dr. Anderson Nogueira Mendes.

Outra data importante para a ciência é a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia que acontece no mês de outubro. Criada em 2004 o objetivo da semana é a popularização da ciência, permitindo a jovens desde o ensino básico ter contato com a ciência. O tema desse ano será Inteligência Artificial.