
Coordenadoras do PARFOR/UFPI apresentam experiências extensionistas do Programa durante Encontro Pedagógico da UEMA
Na última sexta-feira, dia 22 de agosto, a Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI, Profa. Glória Ferro, e a Coordenadora do curso de Letras-Libras, Profa. Maraisa Lopes, participaram da Roda de Diálogo “Curricularização da Extensão na Formação de Professores: a experiência do PARFOR no âmbito da UFPI”, durante o Encontro Pedagógico 2025.2 da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) - Campus Caxias. Professoras Maraisa Lopes, Glória Ferro e Franc-Lane Nascimento (UEMA) O evento, que aconteceu nos dias 21 e 22 de agosto, no Auditório Leôncio Magno, teve como objetivo promover o fortalecimento da identidade institucional e a cooperação entre docentes, discentes e técnicos, com foco na interdisciplinaridade, curricularização da extensão, articulação entre teoria e prática e inovação pedagógica. O convite partiu da direção do Campus Caxias, por intermédio da professora Maria do Socorro Pereira de Sousa Andrade, que, como professora formadora, avalia positivamente as ações extensionistas do PARFOR/UFPI e, por isso, acredita que a socialização da experiência desenvolvida no âmbito Programa contribuirá para fomentar o diálogo necessário ao processo de construção coletiva da perspectiva de curricularização da extensão da UEMA. Roda de Diálogo abordou a curricularização da extensão na formação de professores A participação das coordenadoras do PARFOR/UFPI foi norteada pela problematização dos seguintes aspectos: papel da extensão universitária como eixo articulador da formação superior, enfatizando a necessidade de projetos integradores entre cursos; marco legal da curricularização da extensão e sua implementação como oportunidade para fomentar a interdisciplinaridade e o diálogo com a sociedade; estratégias concretas de planejamento de ações integradas que envolvem ensino, pesquisa e extensão com impacto social. Coordenadoras posam com equipe da UEMA Durante a sua apresentação, a Profa. Glória Ferro historiou o processo de curricularização da extensão na UFPI com ênfase nas experiências extensionistas desenvolvidas no âmbito do PARFOR, destacando seu alcance social como eixo condutor do projeto formativo interdisciplinar do Programa. “A extensão é um dos pilares da formação, pois permite que a Universidade cumpra a sua função social junto à comunidade, por meio do compartilhamento com os diversos setores da sociedade dos conhecimentos, saberes e práticas produzidos no campo das ciências, da cultura, da tecnologia e das artes, promovendo o desenvolvimento e a mudança social”. Evento visou o fortalecimento da integração acadêmica A Profa. Maraisa Lopes ressalta que: “Falar sobre extensão é sempre uma oportunidade de tentarmos romper com a imagem de que inserir ações extensionistas em nossos cursos impactam negativamente a formação dos alunos. Vemos, com a experiência do PARFOR, que a curricularização contribui para práticas mais significativas que ampliam os modos de atuação de nossos alunos”. Profa. Maraisa Lopes compartilhou experiências do trabalho interdisciplinar Ao final da roda de diálogo, as coordenadoras avaliaram ser notório que a ACE no PARFOR/UFPI tem contribuído para que os alunos mobilizem temáticas que lhes são caras, mas que, por vezes, não são amplamente discutidas em sua realidade local, bem como é perceptível que o engajamento dos cursistas no desenvolvimento de ações que ultrapassam os muros da Universidades é cada vez maior na medida em que eles se percebem como agentes promotores de discussões tão necessárias junto à sua comunidade.

Informe STI: parada programada para manutenção de infraestrutura de TI
A Superintendência de Tecnologia da Informação da Universidade Federal do Piauí (STI/UFPI) informa à comunidade acadêmica que, nos dias 4, 5 e 6 de setembro, será efetuada uma parada programada para manutenção e instalação de novo equipamento de infraestrutura de TI. Durante o período, os sistemas SIG permanecerão totalmente indisponíveis. Além disso, poderão ocorrer intercorrências pontuais de acesso à internet e a outros sistemas institucionais. De acordo com a STI, essa ação é fundamental para modernizar e fortalecer a infraestrutura de TI da Universidade, proporcionando maior estabilidade, desempenho e segurança aos serviços digitais oferecidos à comunidade acadêmica.

Congresso Internacional reúne povos indígenas, quilombolas e comunidades do campo na UFPI
Cerimônia de abertura foi realizada no Cine Teatro da UFPI Entre os dias 21, 22 e 23 de agosto, foi realizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), o I Congresso Internacional de Educação Escolar Indígena, Quilombola e do Campo do Piauí. O evento foi marcado pela forte representatividade de povos originários, comunidades quilombolas e da educação do campo. Representantes comunitários de diversos municípios do Estado participaram do encontro. O congresso, uma realização da UFPI, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação do Piauí (SEDUC/PI), por meio da Unidade de Educação Indígena e Quilombola (UEEIQ), contou com o apoio de movimentos sociais, instituições de ensino e redes de pesquisa. Durante o evento, foi lançada uma consulta pública que visa instituir um processo seletivo diferenciado para o ingresso de indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu no ensino superior. Vice-reitor da UFPI, no exercício da Reitoria, Edmilson Moura Na ocasião, o Vice-Reitor da UFPI, no exercício da Reitoria, Edmilson Moura, destacou a relevância do congresso, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), e prestou homenagem aos povos originários e aos movimentos sociais presentes. “É com grande satisfação que participo deste congresso. Os movimentos sociais representam não apenas a base, mas também a alma e a razão de ser deste encontro. Hoje, estamos diante de um marco institucional histórico para a Universidade Federal do Piauí, consolidado em parceria com a Seduc”, afirmou. Pró-Reitora da PREG, Gardênia Pinheiro A Pró-Reitora de Ensino de Graduação da UFPI, Gardênia Pinheiro, coordenadora do evento, ressaltou a importância da iniciativa. “Este congresso simboliza, para a UFPI, a materialização do nosso compromisso com uma educação plural, inclusiva e socialmente referenciada. Como Pró-Reitora, acompanho diariamente a luta pela equidade refletida em nossas ações. É com imenso orgulho que ofertamos cursos que representam conquistas históricas dos movimentos sociais, como a Licenciatura em Educação do Campo, a Pedagogia Intercultural Indígena e a Educação Escolar Quilombola”, destacou. Secretário da Seduc, Washington Bandeira Em seu pronunciamento, o Secretário de Educação do Piauí, Washington Bandeira, destacou a importância da troca de conhecimentos promovida pelo congresso entre a UFPI e a Seduc, com o objetivo de fortalecer o ensino básico da rede estadual. “Estamos sempre muito integrados para compartilhar experiências, conhecimentos e pesquisas, de modo a fortalecer e aprimorar nossas escolas, especialmente no que se refere à educação escolar indígena, quilombola e do campo. Reconhecemos o papel fundamental da Universidade Federal do Piauí nesse processo, pela robustez dos estudos já desenvolvidos nessa área”, avaliou. Marcos Vinícius Ferreira Marcos Vinícius Ferreira, conhecido como Nego Vina, é quilombola da comunidade Salinas, no município de Campinas do Piauí, Coordenador de Políticas Públicas para as Comunidades Quilombolas na Superintendência de Igualdade Racial da Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc) e cursista de Educação Escolar Quilombola pelo PARFOR Equidade/UFPI. Presente no evento, ele abordou a importância do congresso para o fortalecimento da luta das comunidades quilombolas no Estado. “Segundo o último censo do IBGE, aproximadamente 32 mil pessoas se autodeclaram quilombolas no Piauí, o que coloca o estado na sétima posição em população quilombola no Brasil. Estar aqui neste congresso é afirmar que as lutas dos que vieram antes, a nossa luta e as que virão, gerarão frutos que muitos poderão colher. Esse congresso é uma semente plantada, não apenas para nós, que hoje estamos na Licenciatura em Educação Escolar Quilombola, mas também para as futuras gerações”, afirmou. Hayra Guajajara A estudante do 2º período do curso de Direito da UFPI, Hayra Guajajara, indígena, também participou do encontro e falou sobre como pretende utilizar sua formação para a defesa dos direitos de seu povo. Ela ressaltou ainda a representatividade proporcionada pelo evento. “Minha maior vontade é representar os povos indígenas e reivindicar seus direitos. Estou achando maravilhoso este evento, é incrível. Ele está trazendo muita representatividade, dando voz a diferentes povos, e acredito que está nos representando”, destacou. O Coordenador Geral de Políticas de Educação no Campo do Ministério da Educação, Evandro Costa de Medeiros, frisou sobre a alegria em ver o congresso prestigiado pelo público. “Queria registrar nossa satisfação, enquanto Ministério da Educação, em ver um auditório bonito, lotado, diverso e colorido. Isso é uma bela representação do povo brasileiro”, disse. Dispositivo de honra Compondo o dispositivo de honra da solenidade, estiveram presentes: o Vice-Reitor da UFPI, Edmilson Moura; a Pró-Reitora de Ensino de Graduação, Gardênia Pinheiro; o Secretário Estadual de Educação, Washington Bandeira; a Secretária Estadual das Relações Sociais, Núbia Lopes; o deputado federal Merlong Solano; o Coordenador Geral de Políticas de Educação no Campo do Ministério da Educação, Evandro Costa de Medeiros; a Superintendente de Ensino da Seduc, Viviane Faria; a Superintende de Gestão de Ensino Básico e Superior da Seduc, Viviane Carvalhedo; a Superintendente de Igualdade Racial e Povos Originários da Sasc, Assunção Aguiar; a Coordenadora Executiva das Comunidades Quilombolas do Piauí, Cleane da Silva; o Superintendente dos Povos Originários da Sasc, Cacique Henrique; o membro da diretoria da Associação Regional das Escolas Agrícolas, Osvando Barbosa de Lima e o professor Raimundo Silvino do Carmo Filho, representando o Reitor da UESPI. Círculo de Saberes – Desafios da Equidade no Ensino Superior A Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI, Prof. Glória Ferro, integrou o Círculo de Saberes: Desafios da Equidade no Ensino Superior, que contou também com a participação do Prof. Paulo Henrique Pinheiro (UESPI), Profa. Geni Mendes de Brito (IFPI), Marcos Vinícius Ferreira (SASC), com mediação: Prof. Willian Matsumura, Coordenador de Seleção e Programas Especiais (PREG/UFPI). Profa. Glória Ferro e o Pajé Vitor Tabajara A Coordenadora do PARFOR Equidade/UFPI, Profa. Lucineide Morais, e o Coordenador do curso de Educação Escolar Quilombola, Prof. Ariosto Moura Silva, participaram do Círculo de Saberes: A garantia do direito à educação escolar indígena, quilombola e do campo, juntamente com a Profa. Rosilene Cruz de Araújo, Prof. Eduardo Fernandes de Araújo e Prof. Evandro Costa de Medeiros (SECADI/MEC); e Esp. Viviane Fernandes Faria (SEDUC). Cursistas de Educação Escolar Quilombola e Pedagogia Intercultural Indígena do PARFOR Equidade/UFPI, de diferentes Polos do Programa, Coordenadores de Curso e Locais, participaram das atividades do evento. Cursistas e coordenadores do PARFOR Equidade/UFPI reunidos durante evento Fonte: Coordcom/UFPI. Programação completa aqui. Confira mais fotos:

UFPI realiza evento em celebração ao centenário do nascimento de Clóvis Moura
Evento ocorreu no Cine Teatro da UFPI A Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) e do Departamento de História (DH), realizou nessa quarta-feira, 20 de agosto, no Cine Teatro, o evento "Centenário Clóvis Moura: vida e obra do intelectual piauiense", que homenageia a trajetória intelectual e pessoal do jornalista, poeta, historiador, sociólogo e militante contra o racismo que completaria 100 anos em julho deste ano. Mesa de abertura da solenidade A abertura do evento contou com as presenças do Vice-Reitor da UFPI, Prof. Edmilson Miranda; do Coordenador do curso de História do PARFOR/UFPI, Presidente da Fundação Maurício Grabois e organizador do evento, Prof. Dalton Macambira; do Diretor do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), Prof. Vítor Sandes; além do Prof. Manuel Domingos Neto, Presidente da Academia Piauiense de Cultura; e do professor Antônio Fonseca Neto, representando a presidência da Academia Piauiense de Letras (APL). Nascido em Amarante (PI), em 10 de julho de 1925, chegando a residir em Natal (RN), Salvador (BA) e Juazeiro (BA), antes de se estabelecer como jornalista e intelectual em São Paulo, Clóvis Moura foi inovador ainda em seu primeiro livro publicado em 1959, Rebeliões da senzala, em que buscava a compreensão da experiência negra no Brasil através do conceito de materialismo histórico. Desde então, o pensador natural do Piauí, concentrou seu foco no estudo das revoltas e quilombos de diferentes regiões do país, seus aspectos sociais, políticos, assim como do papel ativo da população negra na formação civil do país. Em sua fala, na abertura do evento, o coordenador Dalton Macambira apresentou um resumo da trajetória de vida e das colaborações do intelectual Clóvis Moura ao debate sobre racismo e resistência negra, influenciando pesquisadores brasileiros e latino-americanos. “Que o centenário de Clóvis Moura seja uma oportunidade para a gente reafirmar nosso não ao racismo e a todas as formas de discriminação, sejam de raça, de gênero e de qualquer espécie”, declarou Macambira. Prof. Dalton Macambira, coordenador do evento O Prof. Vítor Sandes destacou em seu discurso o legado de Clóvis Moura na denúncia ao racismo e à escravidão, ressaltando a importância de sua obra para a compreensão da história social do Brasil. Complementou que a vida e a obra de Clóvis Moura dialogam com a missão do CCHL: “promover a formação de agentes sociais ativos, reflexivos e críticos considerando a pluralidade, a inclusão e a diversidade”. Diretor do CCHL, Vítor Sandes As falas da mesa de honra foram finalizadas pelas reflexões trazidas pelo Vice-Reitor, Edmilson Miranda. Em sua mensagem, ele enfatizou a necessidade de divulgar o legado do intelectual Clóvis Moura, sua contribuição para a sociologia brasileira e seu impacto na luta por igualdade e justiça. “O centenário de Clóvis Moura é uma oportunidade de não apenas homenageá-lo, mas também de reafirmar o compromisso com a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, justa e igualitária”, disse o Vice-Reitor. Vice-Reitor, Edmilson Moura Ao fim das falas de abertura, houve a mesa-redonda “Clóvis Moura e suas múltiplas facetas intelectuais”, com a coordenação da Profa. Bárbara Johas. Ela afirmou que são significativas as contribuições de Clóvis Moura para a compreensão da sociedade brasileira e suas dinâmicas sociais e culturais, sendo o autor “pioneiro por trazer para dentro do marxismo brasileiro um olhar que privilegia a condição e as questões da racialização”. A mesa-redonda contou com os debatedores Caio Felipe Rodrigues Miranda (estudante/História/UFPI) e os palestrantes acadêmico José Elmar de Melo Carvalho (APL) e o Prof. Nílson Cordeiro Ferreira (Confraria Camoens/PI). Mesa-redonda “Clóvis Moura e suas múltiplas facetas intelectuais” Às 18h teve início a Palestra Magna “Vida e obra de Clóvis Moura”, sob coordenação da Profa. Bartira Viana (CCHL), Vice-Diretora do CCHL e Coordenadora do curso de Geografia do PARFOR/UFPI. A Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI, Profa. Glória Ferro; o Coordenador Adjunto do PARFOR/UFPI, Prof. João Benvindo de Moura; a Coordenadora Adjunta do PARFOR Equidade/UFPI, Profa. Lucineide Morais; e o Coordenador do curso de Educação Escolar Quilombola do PARFOR/UFPI, Prof. Ariosto Moura, também prestigiaram o evento. Palestra Magna “Vida e obra de Clóvis Moura” O evento foi organizado pelo Departamento de História da UFPI, em conjunto com o Programa de Pós-Graduação em História do Brasil (PPGHB) e CCHL. Como parceiros da realização do evento, participaram o PARFOR/PARFOR Equidade UFPI, a Fundação Maurício Grabois Seção Piauí, a Academia Piauiense de Letras (APL), a Academia Piauiense de Cultura (APC), a Confraria Camoens e a Associação de Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC). Fonte: Coordcom/UFPI. Confira mais fotos do evento: