
Atividade ocorreu no CETI Hélio Figueiredo da Fonseca (Anexo)
Falar sobre orientação sexual, diversidade, sexualidade e direitos humanos nas escolas é mais do que um debate contemporâneo — é uma ação concreta de promoção da cidadania. Com essa perspectiva, a disciplina Atividades Curriculares de Extensão (ACE VI) – Orientação Sexual, da turma de Geografia do PARFOR/UFPI do município de Currais-PI, desenvolveu o projeto “Territórios da Diversidade: Educação, Sexualidade e Direitos Humanos na Escola e na Comunidade”, levando informação qualificada e diálogo aberto a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e à comunidade escolar da rede pública municipal.

Atividades Curriculares de Extensão VI abordaram a temática sobre Orientação Sexual
Segundo a Profa. Amanda Albuquerque, que ministrou a disciplina, a iniciativa, realizada no último sábado, dia 28 de fevereiro, no CETI Hélio Figueiredo da Fonseca (Anexo), localizado na comunidade Pará Batíns, zona rural de Currais, teve como objetivo aproximar universidade e escola, traduzindo conhecimentos científicos e jurídicos sobre orientação sexual, direitos humanos e enfrentamento à discriminação em atividades pedagógicas acessíveis, participativas e alinhadas às realidades do campo e da cidade. Em um cenário nacional em que pesquisas educacionais apontam a persistência de casos de bullying e violência motivados por preconceito, a ação extensionista reafirma o papel da escola como território de formação crítica e respeito às diferenças.

Profa. Amanda Albuquerque ministrou a disciplina de ACE VI
A primeira oficina, “Vozes do Campo: histórias, trabalho e respeito à diversidade”, vinculada à disciplina de Geografia Agrária, abordou o espaço rural como lugar de pluralidade cultural e social. Por meio de rodas de conversa e dinâmicas interativas, os participantes refletiram sobre juventudes rurais, papéis de gênero no trabalho agrícola e a importância do respeito às diferenças também nos territórios do campo, rompendo estereótipos que invisibilizam a diversidade nesses espaços.

Oficina 1 - Vozes do Campo: histórias, trabalho e respeito à diversidade
Na sequência, a oficina “Educação, sexualidade e direitos humanos na escola urbana”, vinculada à disciplina de Geografia Urbana, discutiu conceitos fundamentais como orientação sexual, identidade de gênero e convivência escolar. A abordagem priorizou linguagem adequada à faixa etária, reforçando que educação para a sexualidade significa informação baseada em evidências, prevenção de violências e promoção de direitos — não se trata de incentivar comportamentos, mas de garantir dignidade e segurança para todos.

Oficina 2 - Educação, sexualidade e direitos humanos na escola urbana
Encerrando o ciclo, a oficina “Homofobia e Discriminação de Gênero”, articulada à disciplina de Legislação e Organização da Educação Brasileira, trouxe a dimensão normativa do tema, apresentando os direitos assegurados na legislação e o papel da escola na prevenção e no enfrentamento de práticas discriminatórias. Estudos de caso e situações simuladas permitiram que os estudantes compreendessem, de forma prática, como o respeito à diversidade está diretamente relacionado à cidadania e à responsabilidade coletiva.

Oficina 3 - Homofobia e Discriminação de Gênero
“Mais do que um conjunto de oficinas, o projeto consolidou a extensão universitária como ponte entre conhecimento acadêmico e transformação social. Ao integrar ensino, pesquisa e comunidade, a ACE VI reafirmou que educar para a diversidade é fortalecer territórios mais justos, inclusivos e democráticos — dentro e fora da escola”, ressalta a Profa. Amanda.
A cursista Ana Carla Carvalho Santos fala sobre a importância da temática discutida durante a ACE VI. “Foi fundamental para que pudéssemos quebrar alguns tabus e conciliar a Geografia com um tema tão transversal e relevante. Além disso, proporcionou aos alunos a oportunidade de perguntar, questionar e dialogar sobre o assunto. Conseguimos transmitir a importância da valorização e do respeito às pessoas, independentemente de suas escolhas, pois o respeito deve ser sempre a base de qualquer convivência. Também foi uma experiência enriquecedora conhecer a comunidade e todo o corpo docente da escola. Nos sentimos acolhidos e conseguimos realizar todas as oficinas de maneira extremamente significativa”.

Durante realização da oficina realizada pelo grupo de Ana Carla
Para o Coordenador do Polo de Currais, Prof. Cícero Barros, a realização da atividade trouxe a sensação de dever cumprido. “O brilho no olhar daqueles alunos deve ser sempre o combustível da vida do profissional que atua em sala de aula. A participação dos alunos da escola Antônio Marco Arantes Costa foi algo magnífico, as oficinas trabalhadas de forma lúdica atraiu a atenção dos alunos. Acredito que estamos no caminho certo com tamanha participação e valorização por parte do corpo docente e discente da escola básica”, avalia.

Prof. Cícero Barros com professora formadora, coordenadora do curso de Geografia e diretora da escola
A Coordenadora do Curso de Geografia, Profa. Bartira Viana, que esteve acompanhando a atividade de perto, enfatiza que a realização da ACE VI evidencia que a Geografia, enquanto ciência que estuda as relações entre sociedade e espaço, possui papel estratégico na construção de uma cultura de paz, respeito e valorização da diversidade. “Ao promover diálogo aberto, escuta sensível e reflexão crítica, a atividade contribui para a formação de educadores capazes de transformar a escola em um território de inclusão e justiça social. Assim, “Territórios da Diversidade” não se limita a uma ação pontual, mas se consolida como prática formativa que fortalece o compromisso social da universidade pública e reafirma a educação como instrumento de emancipação, equidade e garantia de direitos”.

Profa. Bartira Viana, Coordenadora do Curso de Geografia
Parabenizando os cursistas pelas atividades desenvolvidas, a Coordenadora Institucional do PARFOR/UFPI, Profa. Glória Ferro, ressalta que a extensão universitária é muito mais do que uma simples atividade extracurricular, é um compromisso fundamental das instituições de ensino superior com a comunidade circundante. Além disso, complementa a formação acadêmica com aprendizados que vão além das salas de aula.
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