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Reunião aborda estratégias para possibilitar bem-estar dos animais que vivem no CSHNB

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Publicado: Segunda, 06 de Junho de 2022, 14h32 | Última atualização em Segunda, 06 de Junho de 2022, 14h43

Comissãoanimal

O Diretor, Juscelino Nascimento, esteve reunido na sexta-feira, dia 03 de junho, com membros da Comissão de Política de Proteção, Convívio e Bem-estar Animal do Campus Senador Helvídio Nunes de Barros – CSHNB.

Na ocasião foi discutida a questão da sociabilização dos cães que se encontram no campus considerando o retorno presencial das aulas no próximo dia 20/06/2022. O encontro contou com a participação de Thiago Muniz, adestrador comportamentalista, treinador de cães da Polícia Militar de Picos e proprietário da Pet shop Terra do Mel Dogs, para prestar assessoramento técnico.

“O campus hoje conta com 13 cadelas castradas, cinco das oito que nasceram durante a pandemia, não estão acostumadas com a circulação de muitas pessoas pelo pátio e bloco da direção e defendem esses espaços como seu território, latindo para as pessoas que consideram intrusas. A preocupação dos membros da Comissão é garantir a boa convivência entre a comunidade acadêmica e esses animais e apostam na sensibilização dos alunos e servidores para sociabilização delas. Estamos investindo esforços para montar campanhas educativas para combater os maus-tratos e garantir o bem-estar de todos/as/es que ocupam o espaço universitário”, destacou a Profa. Suzana Gomes Lopes, membro da Comissão.

Durante a reunião o treinador reforçou que a sociabilização dos cães é algo possível de ocorrer desde que haja um trabalho conjunto. Ressaltou que os cães mordem como seu último recurso e, até o acessarem, dão avisos que precisam ser reconhecidos, tais como: olhar de soslaio, pelo eriçado, rosnado, rabo entre as pernas.

“Verificando esses sinais, as pessoas não podem demonstrar medo, correr, encarar o animal, fazer movimentos bruscos ou atirar objetos, pois isso reforça o comportamento de defesa. A atitude correta é manter a calma e o a postura de neutralidade, continuando com seus afazeres, de forma natural. Além disso, não devemos interpelar o animal que está apresentando esse comportamento, nem o espantar com gritos ou barulho alto”.

Sugeriu o uso de recompensa com petisco a cada interação positiva com eles assim, passariam a compreender que a presença de humanos não oferece riscos e se acostumem com a circulação das pessoas. Segundo a Profa. Tamaris Gimenez Pinheiro, também membro da Comissão, nas instituições de ensino superior, em especial, a presença de animais em situação de abandono é uma realidade pois as instalações, normalmente bastante extensas, não possuem barreiras para a entrada deles, que acabam se instalando e, com isso, surgindo os problemas vinculados a esse abandono.

Diante disso, a UFPI, em julho de 2019, instituiu a Resolução N. 113/2019 CEPEX/UFPI que regulamenta o Programa Institucional de Desenvolvimento de Políticas de Proteção, Convívio e Bem-estar Animal na Universidade Federal do Piauí, que em seu Art. Primeiro estabelece que o referido Programa é uma ação integrada entre os diversos setores da UFPI, visando promover a proteção, convívio e o bem-estar dos animais e contribuir para a formação acadêmica. Sendo uma determinação para a instituição de ensino como um todo, os campi também devem assumir essa responsabilidade, daí o principal propósito da Comissão”, destacou a docente.

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