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ENTREVISTA: Mônica Arrivabene, Pró-Reitora de Assuntos Estudantis e Comunitários: "A pandemia levou à ampliação da atenção ao estudante"

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Publicado: Quinta, 22 de Julho de 2021, 11h20

A pressão da pandemia sobre os serviços oferecidos pela Universidade Federal do Piauí alcançou praticamente todos os setores. Mas poucos sentiram tão intensamente quanto a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC). Conforme revela a Pró-Reitora Mônica Arrivabene, a PRAEC teve que ampliar serviços como o atendimento psicológico e auxílio pedagógico. Também teve que criar novas linhas de ação, como o auxílio para garantir suporte tecnológico de acesso às aulas remotas. Agora a PRAEC já se prepara para a retomada das aulas presenciais, quando novas demandas são esperadas.

Confira a entrevista com a Pró-Reitora Mônica Arrivabene.

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Pró-Reitora da PRAEC, Mônica Arrivabene

A pandemia trouxe novas demandas da comunidade. Em que isso impactou na atuação da PRAEC?

Os desafios da PRAEC se ampliaram, especialmente na assistência estudantil pela necessidade de amparo social, psicológico e pedagógico a este público. Um exemplo: a pandemia tem um forte impacto na saúde mental da população, e aqui cresceu muito a demanda pelo Serviço de Apoio Psicológico. Também aumentou a procura dos auxílios, pela crise financeira agravada com a pandemia, além de uma busca maior do nosso serviço pedagógico, importante na adaptação à nova realidade no ensino remoto, que gerou ansiedade, insegurança, alteração de humor, depressão. Tudo isso produziu maior demanda sobre nossos serviços. E tivemos que viabilizar maior acesso à internet, com auxílio específico e equipamentos tecnológicos.

Como a PRAEC se ajustou a essa demanda extra?

A pressão sobre a demanda varia entre os campi. No campus Ininga, tivemos um aumento considerável de solicitações de atendimentos, inclusive com lista de espera que vai de 1 a 2 meses. Continuamos realizando os atendimentos individuais em nível de aconselhamento psicológico e encaminhando os alunos para atendimento psicoterápico quando necessário. Para suprir esse aumento de demanda, estamos ampliando nossas parcerias de forma a atender um maior número de estudantes.

Quais os desafios da inclusão digital?

Foi um grande desafio, tanto pelas questões de vulnerabilidade socioeconômica dos alunos, como pela própria dificuldade de acesso às novas tecnologias, especialmente os discentes de Zona Rural. Muitos discentes não tinham acesso a equipamentos e a internet fora do âmbito da Universidade, e isso foi um dado importante para nosso trabalho, para pensarmos no processo de inclusão desses estudantes. Tivemos que pensar imediatamente em um edital que contemplasse o acesso às tecnologias digitais e pacote de dados para acesso à internet. Foi um benefício novo no contexto da assistência estudantil da UFPI.

Como a comunidade carente pode ter acesso aos benefícios oferecidos pela Universidade?

O acesso à política de assistência estudantil para alunos em situação de vulnerabilidade ocorre através de seleção ampla, para todos os estudantes que estão no público alvo do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que possuem renda familiar de até 1,5 salário-mínimo. O processo é feito por meio de edital e seleciona da menor para a maior renda. Também leva em consideração agravantes sociais de cada familiar, como alcoolismo, drogadição, violência doméstica, pessoas com deficiência, dentre outros. A seleção é totalmente eletrônica, e os estudantes podem anexar a documentação comprobatória de forma on-line.

Como se dá a oferta desses serviços?

O acesso ao Serviço Social, durante a pandemia, tem se dado pelo e-mail e quando necessário, por vídeochamada via Google Meet, para o atendimento de casos onde já há o acompanhamento sistemático destes estudantes. O atendimento para os serviços do NAU devem ser feitos através de solicitação de agendamento pelo email: . Já o acesso aos benefícios, são realizados via SINAE conforme edital especifico. No caso do serviço de alimentação, ele se dá mediante avaliação pela Coordenadoria de Assuntos Comunitários.

Qual a grande preocupação da PRAEC agora e, depois, no retorno das aulas presenciais?

Acreditamos que haverá aumento na demanda no retorno às aulas presenciais, exatamente pela dificuldade de acesso de alguns às novas tecnologias. Além disso, buscaremos ter atenção especial com esse retorno, pois observa-se um enfraquecimento do sentimento de conexão dos alunos com a instituição. Outro ponto que merece nossa atenção também é uma desmotivação dos alunos para o estudo. Se antes havia insegurança com relação ao futuro, a pandemia intensificou essa insegurança. Outra preocupação é de ampliação as políticas de Assistência estudantil, no que se refere à Inclusão e acessibilidade. Vamos ampliar o suporte pedagógico dos Bolsistas Auxiliares acadêmicos e o suporte tecnológico. No tocante ao retorno do funcionamento dos restaurantes universitários, nossa grande preocupação diz respeito à implementação das medidas de segurança planejadas para uma retomada gradual das atividades de forma a atender às  exigências da legislação sanitária vigente (ANVISA), Ministério da Saúde e Protocolo de Biossegurança do MEC.

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