A Universidade Federal do Piauí (UFPI) anunciou a abertura de seis novos programas de residência na área materno-infantil, ampliando a formação especializada e fortalecendo a rede de atenção à saúde da mulher e da criança no Estado. Serão quatro residências em Enfermagem Obstétrica e duas em Saúde da Mulher Interprofissional, distribuídas estrategicamente nas macrorregiões do Piauí.
As atividades tiveram início no dia 2 de março, com programas sediados nos municípios de Floriano (Cerrados), Oeiras (Semiárido), Parnaíba (Litoral), Piripiri (Meio-Norte) e Teresina (Meio-Norte). A iniciativa marca a expansão da formação especializada para além da capital e reforça o compromisso da Universidade com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Interiorização e qualificação da assistência
A abertura das residências representa um avanço na política de interiorização da formação em saúde no Estado. Ao descentralizar a oferta, a UFPI leva qualificação técnico-científica a regiões que historicamente enfrentam desafios no acesso a especialistas, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e fortalecer maternidades e hospitais de referência no interior.
As residências em Enfermagem Obstétrica serão coordenadas pela professora Iellen Dantas (Floriano), professora Elisiane Gomes (Parnaíba), professora Amanda Barreto (Teresina) e professor Osmar Cardoso (Oeiras). Já as residências em Saúde da Mulher Interprofissional, em Piripiri e Teresina, estarão sob coordenação da professora Lis Marinho.
Inovação no cuidado interprofissional
As residências em Saúde da Mulher Interprofissional introduzem uma abordagem formativa baseada no trabalho colaborativo entre diferentes categorias profissionais. O modelo prioriza a integralidade do cuidado e a atuação articulada na rede de atenção à saúde da mulher.
Além do ciclo gravídico-puerperal, os programas abrangem planejamento reprodutivo, prevenção de cânceres ginecológicos, climatério e enfrentamento à violência doméstica, alinhando a formação às necessidades concretas da população.
Estratégia para fixação de profissionais
A oferta das residências em municípios estratégicos cria condições para maior integração dos residentes às redes locais de saúde. Ao vivenciarem a realidade sociocultural das comunidades e estabelecerem vínculos com o território, aumenta-se a possibilidade de permanência desses especialistas no interior após a conclusão da formação.
A medida responde a um dos principais desafios da saúde pública brasileira: a fixação de profissionais especializados fora dos grandes centros urbanos. Nesse sentido, a interiorização da formação contribui diretamente para garantir acesso equitativo à assistência qualificada.
Impacto na saúde materno-infantil
A qualificação das equipes está diretamente associada à redução de intervenções desnecessárias, à melhoria dos indicadores de parto humanizado e à diminuição da mortalidade materna e neonatal, desafios ainda presentes nas regiões Norte e Nordeste.
Com os novos programas, a UFPI também contribui para o avanço das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3, voltado à promoção da saúde e do bem-estar.
As atividades terão início simultaneamente em Floriano, Oeiras, Parnaíba, Piripiri e Teresina, com atuação dos residentes em diferentes pontos da rede SUS. A expectativa é que a iniciativa produza impactos diretos na qualidade da assistência oferecida às mulheres e crianças piauienses.