
UFPI lança novo módulo do SINAPSE voltado para a acessibilidade arquitetônica
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolveu um novo canal de atendimento para implementar e aprimorar a acessibilidade arquitetônica em todos os seus campi. A iniciativa tem como objetivo garantir mobilidade, autonomia e segurança às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, promovendo ambientes mais inclusivos na Instituição.
A ação será conduzida de forma integrada pela Prefeitura Universitária (PREUNI), pelo Núcleo de Acessibilidade da UFPI (NAU) e pela Coordenadoria de Inclusão, Diversidade, Equidade e Acessibilidade (COIDEIA), vinculada à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e Comunitários (PRAEC). Os setores atuarão conjuntamente nas tratativas voltadas à adequação de espaços públicos, edificações e equipamentos urbanos da Universidade.
A acessibilidade arquitetônica está prevista no Decreto nº 5.296/2004, que a define como a condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, de espaços, mobiliários, edificações, serviços de transporte e meios de comunicação por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Para organizar e centralizar as demandas da comunidade universitária, foi criado, no SINAPSE (Sistema Integrado de Acompanhamento a Projetos e Serviços), um módulo específico para registro de solicitações relacionadas à acessibilidade arquitetônica. Por meio da ferramenta, estudantes, servidores e demais usuários poderão formalizar pedidos, que serão acompanhados digitalmente pela PREUNI e pela PRAEC.

Prefeito universitário, Marco Antônio Mastrângelo. Foto: Arquivo SCS/UFPI
O prefeito universitário, Marco Antônio Mastrângelo, destaca que o serviço permitirá mapear de forma mais precisa as necessidades existentes nos diferentes campi. “O serviço foi criado para ampliar a percepção real das demandas de acessibilidade na Universidade, nos campi de Teresina, Floriano, Picos e Bom Jesus. À medida que recebemos as solicitações, conseguimos catalogá-las e agrupá-las por setor, o que nos permite programar intervenções mais simples e imediatas por meio da manutenção. Já as demandas mais complexas, como construção de rampas e outras adaptações estruturais, exigirão a formalização de processos específicos, com levantamento técnico e previsão orçamentária. Nosso objetivo é garantir que toda a comunidade tenha boas condições de acessibilidade, seja no transporte interno, no deslocamento entre prédios, em salas de aula ou laboratórios”, afirma.

Coordenador da COIDEIA, Fábio Passos. Foto: Arquivo SCS/UFPI
O coordenador da COIDEIA, Fábio Passos, ressalta que o novo serviço é resultado de um planejamento conjunto entre diferentes setores da Universidade. “Percebemos, a partir de reuniões, a necessidade de um canal que assegurasse mais organização e celeridade às demandas de acessibilidade arquitetônica em nossos campi. A proposta é que as solicitações cheguem simultaneamente à PREUNI, à COIDEIA e ao NAU, possibilitando visitas técnicas in loco, identificação das necessidades, elaboração de projetos e posterior execução das obras. O módulo reforça o compromisso da atual gestão com a inclusão e consolida a acessibilidade arquitetônica como uma política institucional prioritária”, pontua.

Assistente social do NAU/UFPI, Tainá Soares. Foto: Arquivo SCS/UFPI
Para a assistente social do NAU/UFPI, Tainá Soares, a criação do canal supre uma lacuna histórica na organização das solicitações. “Antes, os pedidos eram feitos de forma isolada por diferentes unidades, o que dificultava termos um diagnóstico claro das necessidades da Universidade. Com o novo canal no SINAPSE, conseguimos concentrar as demandas, identificar prioridades e fortalecer o entendimento da comunidade sobre a importância da acessibilidade arquitetônica. Além disso, estudantes e servidores passam a contar com um canal transparente para registrar suas necessidades, o que contribui para estratégias de intervenção mais eficazes e ágeis”, explica.

Diretora do CT, Nícia Leite
A diretora do Centro de Tecnologia (CT), professora Nícia Leite, também destaca a relevância da iniciativa e o histórico da UFPI na formação de profissionais sensíveis à temática. “Sou professora da disciplina de Acessibilidade no curso de Arquitetura e Urbanismo e participei da inclusão da disciplina como obrigatória antes mesmo da formalização das diretrizes curriculares nacionais. Desde 2009, a UFPI forma profissionais com essa perspectiva. A gestão superior tem demonstrado compromisso com a pauta, e essa nova ferramenta contribuirá para tornar a Universidade ainda mais acessível, com mais planejamento e agilidade nas ações”, ressalta.

Superintendente da STI, Clédjan Torres. Foto: Arquivo SCS/UFPI
Segundo a superintendente de Tecnologia da Informação (STI), Clédjan Torres, o serviço foi estruturado para garantir eficiência no fluxo das solicitações. “A STI atuou na parametrização do novo tipo de chamado, definindo fluxos de tramitação e permissões de acesso, assegurando que PRAEC e PREUNI acompanhem e encaminhem as demandas dentro do próprio sistema. Realizamos testes internos de validação de perfis, abertura e tramitação de chamados antes da disponibilização. Como o módulo segue o padrão de interface já utilizado no SINAPSE, não houve necessidade de treinamento específico”, destaca.
No momento da abertura do chamado, o solicitante deve descrever a demanda e anexar, quando necessário, documentos complementares. Após o registro, o pedido passa a ser acompanhado digitalmente pelas áreas responsáveis, que poderão interagir no próprio sistema. O usuário também poderá acompanhar todas as etapas do processo, em fluxo semelhante aos demais serviços já disponíveis na plataforma.
Para acessar o site do SINAPSE clique aqui.
Acesse aqui o Tutorial para solicitação de Acessibilidade Arquitetônica.